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Anos 2000, eleição e reeleição

Decorrente do seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, Iriny foi eleita com expressiva votação deputada federal, em 2002, e reeleita em 2006. Como parlamentar, integra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara desde o início do mandato e foi indicada, em março de 2005, a primeira mulher a presidir a comissão, com amplo apoio dos movimentos sociais.

Iriny integrou o Conselho de Ética da Câmara e relatou o processo de que culminou com a cassação do mandato do deputado André Luiz, por tentativa de extorsão a um empresário carioca. Na Comissão Mista que apurou evasão de divisas (a CPMI do Banestado), Iriny contribuiu com vasto material comprobatório de ilícitos cometidos por empresários e políticos, mas o relatório acabou não sendo votado devido à manipulação do presidente da comissão, um parlamentar do PSDB.

Em 2009, Iriny foi indicada relatora da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, em substituição ao deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA), que se licenciou para assumir a Secretaria de Justiça do Estado da Bahia. Dentre outras recomendações, Iriny pediu o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, que em disputa com a Telecom Itália pelo controle da Brasil Telecom, utilizou métodos espúrios, dentre eles grampos ilegais (os representantes da Telecom Itália também foram indiciados pelo mesmo motivo).

Iriny tem marcado sua trajetória durante com duas linhas de ação que no seu entender são complementares: o desenvolvimento econômico e a defesa dos direitos humanos. A perspectiva de desenvolvimento, para a parlamentar, está pautada criação de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais, acesso à educação, saúde, cultura, meio ambiente e segurança pública, tendo como base o respeito aos direitos humanos.

Assim, organizou seminários para debater a questão portuária, de exploração do pré-sal, abordando as tecnologias e a qualificação necessária para inclusão de trabalhadores locais na cadeia produtiva.

Da bancada federal, Iriny é a única a defender os direitos de comunidades tradicionais. Índios, quilombolas e militantes de direitos humanos vêem no mandato parlamentar a referência para debater os impactos sociais de grandes projetos no Espírito Santo.

Em 2010, foi indicada pelo PT para presidir novamente a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Dentre os assuntos considerados prioritários estão o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) e a juventude.